Em nosso artigo do dia 12 de março deste ano (www.npoint.com.br/sementeira/dpartig42.html) , chamamos a atenção dos leitores do Diário de Petrópolis para o seminário que estava para acontecer na câmara dos Deputados, em Brasília-DF, intitulado "Idioma e Soberania- Nossa Língua, Nossa Pátria ". Na oportunidade, manifestamos nossa convicção de que os conferencistas e debatedores não perderiam de vista os objetivos traçados pelos idealizadores do seminário: "discutir a situação da língua portuguesa no Brasil e na Comunidade de Língua Portuguesa e examinar providências para a promoção , a proteção, a defesa e o uso da Língua Portuguesa ".
Ao que tudo indica, não estávamos enganados. Pelo menos foi o que deduzimos ao ler o editorial "Que língua é essa?", publicado pelo conceituado jornal "O Povo"(15.08.2000), de Fortaleza-CE. Ficamos sabendo, entre outras novidades, que a Comissão de Educação da Câmara aprovou projeto que proíbe o uso de palavras estrangeiras que já têm o correspondente em português ou podem ser traduzidas sem prejuízo do entendimento ". Segundo o editorial, o projeto ainda depende de aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça e do plenário da Câmara; do Senado e da sanção presidencial.
Há, sem dúvida, muito terreno a percorrer. Defensores de posições antagônicas já começaram a se manifestar, externando opiniões de forma nem sempre muito educada, o que é lamentável . O editorialista do jornal "O Povo" encerrou o seu texto com as seguintes palavras: " Sobre a polêmica, que está apenas começando, a posição mais conciliadora e certamente mais serena, talvez seja a do ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, o educador Arnaldo Niskier, para quem o projeto de lei veio em boa hora: 'Era preciso começar a discussão de alguma maneira. Essa lei pode ser um instrumento saudável de contenção de exageros, mas é indispensável que exista uma campanha a partir da escola."
Admitindo que o Prof. Niskier esteja com a razão, isto é, que seja indispensável uma campanha a partir da escola, perguntaríamos aos nossos leitores de um modo geral e aos profissionais da educação em particular: E agora? O que estaria faltando fazer? Quem será o responsável pela formulação dessa campanha? Quem iria desencadeá-la? Quem seriam os elementos envolvidos na mesma? Qualquer um poderia tomar a iniciativa de fazer alguma coisa relacionada a esse tema, ou seria necessário aguardar diretrizes dos chamados "canais competentes"? Aí está um bom tema para despertar o interesse pelo verdadeiro exercício da cidadania. Participar é preciso! ( Não deixe de visitar esta página,caso disponha da Internet: www.npoint.com.br/sementeira/dpartig01.html)
Aos que eventualmente sentirem o desejo de se aprofundar na busca de informações sobre os problemas e soluções relacionados a idiomas e soberania , recomendamos , pelo menos , a leitura do seguinte documento : "Manifesto de Praga" (www.npoint.com.br/sementeira/dpartig13.html).