Está chegando a hora da realização do 36° Congresso Brasileiro de Esperanto: 12 a 16 de julho próximo! Dentro de poucas semanas Petrópolis estará sendo visitada por meio milhar de esperantistas. Eles estarão se reunindo, ora no Cine-Teatro da Escola de Música Santa Cecília (para as solenidades de abertura e de encerramento do Congresso, bem como para as seções noturnas onde serão feitas apresentações artísticas), ora no Colégio Estadual Princesa Isabel ( para debaterem temas ligados à essência e futuro da língua neutra internacional, para a participação em cursos básicos da língua, para trocarem idéias e experiências sobre os mais variados assuntos), ora para festejarem a oportunidade de uma memorável confraternização ( participando de um jantar-dançante no Petropolitano F.C. ou de passeios turísticos pelos atraentes locais que esta cidade oferece).
Mas, a final de contas, perguntariam alguns leitores, o que é, exatamente, esse tal ESPERANTO? Essa língua pretende substituir os idiomas nacionais? Trata-se de uma língua inventada? Uma língua planejada pode alcançar o nível de uma língua nacional? Por que não aprender uma língua nacional mais difundida? O inglês já não é o idioma internacional? É fácil aprender o esperanto? De onde vem o vocabulário? E a gramática? Existe literatura na língua internacional?
Estas são algumas das perguntas mais freqüentes que costumamos receber daqueles que ouvem pela primeira vez a palavra ESPERANTO. Pois bem, se o amigo está interessado em ver esclarecidas essas e outras dúvidas, não deixe de ler as informações organizadas e compiladas por José Pacheco, que baseou-se nos textos fornecidos por Luiz Alberto Martins, Yves Bellefeuille e Adonis Saliba. A matéria está disponível na Internet, no seguinte endereço: http://www.esperanto.org.br/eki/pod-1.html
Que tal aproveitarmos o restinho do nosso espaço, apresentando uma pequena amostra do excelente trabalho compilado pelo incansável companheiro Pacheco? Eis duas perguntas interessantes com as respectivas respostas:
"É fácil aprender Esperanto?
O Esperanto é totalmente descomplicado e pode ser aprendido em bem menos tempo do que os idiomas nacionais. A sua gramática é regular e não apresenta exceções; a ortografia é estritamente fonética, ou seja, a cada letra corresponde um som e vice-versa e o seu vocabulário consiste num número limitado de radicais criteriosamente colhidos nas línguas culturais modernas. Através de sufixos e prefixos obtém-se um número incontável de novas palavras. Uma declaração assinada por 27 membros da Academia Francesa de Ciências define o Esperanto: '- uma obra prima de lógica e simplicidade' . Quem aprende Esperanto primeiramente ( teste da Universidade de Padderborn na Alemanha), aprende inglês ou outros idiomas e outras disciplinas em períodos no mínimo 20% menores. O Esperanto ensina a lógica das línguas, pois é uma forma condensada e regular do que existe em todas as línguas de uma forma geral."
"De onde vem o vocabulário?
O vocabulário do Esperanto é constituído de 60% de palavras de origem latina, 30% de anglo-germânicas ( inglês e alemão), 10% eslavas( russa e polaca), outras ( grego etc.) e existem também as de fabricação própria. As palavras derivadas são formadas por meio de radicais relativamente conhecidos internacionalmente, que acrescidos de um sistema inteligente de afixos, evita o estudante de ter que memorizar milhares de palavras diferentes. Só a utilização do prefixo 'mal', por exemplo, duplica o vocabulário do esperantista , já que este afixo forma os antônimos ( indica o contrário). Quem sabe a palavra "facila" (fácil), saberá que 'malfacila' é 'difícil' em Esperanto."
(*)Pres. Comissão Local do 36°Congresso Brasileiro de Esperanto- Petrópolis-RJ- 12/16 de julho 2000.