Acabo de reler o excelente fascículo de autoria de Claude Piron , traduzido por Afonso Soares e publicado por Zamenhof Editores. Consta da 4a capa do citado documento : "Aquele que ler 'REAÇÕES PSICOLÓGICAS AO ESPERANTO' só terá duas atitudes a tomar: A primeira é a atitude já seguida por pessoas de bom senso em todo mundo: aprender o ESPERANTO e trabalhar pela sua divulgação. Na Segunda atitude, os leitores poderão até ser contra o ESPERANTO, mas jamais poderão continuar repetindo as bobagens e asneiras que ouvimos sobre a língua internacional, por desconhecimento do assunto ou por puro preconceito."
Três notícias bem interessante agitaram a troca de mensagens entre os esperantistas que integram o VIRTUALA ESPERANTO-KLUBO INTERNACIA (www.esperanto.org.br/veki), um clube virtual, criado há mais de 3 anos, e que congrega um número bem superior a duas centenas de internautas de vários países.
A primeira notícia ,extraída do jornal argentino CLARIN, chamou a atenção dos esperantistas, pela forma distorcida como foi apresentada aos seus leitores a situação do idioma neutro internacional. Comecemos reproduzindo a introdução ao artigo "Idiomas - Eu te amo, em esperanto", publicado sob a rubrica "Dicho & fecho", no dia 20.2.2000: "O esperanto quis ser a língua universal, mas não conseguiu. Durante seus 110 anos de existência, a língua mais simples do mundo perdeu o escasso terreno que havia conquistado. Mas, ainda há quem o fale, em nosso país e no resto do planeta." Depois deste "entusiasmante convite à leitura" o artigo de meia página, incluindo ilustrações, prossegue falando sobre um casal de esperantistas, ele holandês ( Hylco Miedema) e ela japonesa ( Hiroyo Matsumoto) , que esteve hospedado, recentemente, em Buenos Aires, na casa da Presidente da Associação Argentina de Esperanto. Hilco e Hirojo se conheceram há alguns anos em Osaka, Japão e se enamoraram estudando o "extraño" idioma esperanto, como fez questão de frisar o articulista.
Mas, fiquemos por aqui e passemos às duas outras notícias,as quais tenderão a neutralizar as afirmações negativas quanto aos progressos alcançados pelo esperanto.
As duas notas seguintes dizem respeito ao reconhecimento da língua neutra internacional, manifestado por duas importantes organizações religiosas:
1) O Conselho Espírita Internacional (CEI) decidiu adotar o esperanto como a principal língua para seus contatos internacionais. Essa adoção será paulatina, estendendo-se até o ano 2004, quando deverá ocorrer um grande encontro espírita internacional, na França.Até o momento, o CEI utilizava como língua principal o português, pois mais da metade dos espíritas do mundo são falantes deste idioma. O rápido crescimento do número de espíritas que falam outras línguas fez com que o CEI optasse pela solução mais racional: a adoção do esperanto.
2) Segundo informações publicadas pelo "USA-Today",no dia 27.01.2000, a Igreja Católica Alemã chegou à conclusão que , considerando o desaparecimento do Latim, deve ser levado em conta o uso do esperanto como solução para melhorar a comunicação mundial no âmbito da Igreja. De 31 de maio a 4 de junho deste ano, por ocasião do Fórum Católico Alemão, em Hamburgo, dezenas de pregadores falarão para 50.000 participantes. Uma dessas apresentações será feita pelo Arcebispo Romeno Gyorgy Jakubynyi: "Esperanto: o Novo Latim da Igreja?" Constam ainda do citado artigo inúmeras informações que bem atestam o extraordinário valor do esperanto : "Missas têm sido celebradas em Esperanto, desde 1981, principalmente na Europa. Em 1977, a Rádio Vaticano começou a transmitir em esperanto uma vez por semana, aumentando para duas vezes ,em 81 e três vezes em 98.Em 1997, participantes do 50°Congresso da União Internacional de Católicos Esperantistas estavam na Praça de São Pedro quando o Papa João Paulo II dirigiu-se a eles em esperanto. O Papa é o único chefe de estado a dirigir-se ao público,regularmente, em esperanto."
Para maiores informações sobre o movimento esperantista católico, não deixe de visitar a seguinte página: http://pagina.de/katolika