Segundo alguns dicionaristas, " ortografia" é a parte da gramática que ensina a escrever corretamente as palavras. O Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, publicado pelo "O Globo" acrescenta as seguintes distinções: "ortografia etimológica: modo de escrever as palavras com as letras fundamentais que elas tinham na língua mãe; ortografia fonética ou sônica: modo de grafar as palavras empregando somente as letras correspondentes aos sons; ortografia mista: modo de escrever as palavras combinando o elemento fonético com o etimológico".
Para tornar bem clara a compreensão do que seja ortografia fonética, sugiro que recorramos à exemplificações. Primeiro, citando o esperanto como uma língua de ortografia essencialmente fonética. Depois, citando o inglês como uma língua que foge completamente às características da ortografia sônica.
Em esperanto, cada letra tem um único som, sem exceções. Uma vez aprendido o som correspondente à cada letra, não mais corremos o risco de errarmos na pronúncia de uma palavra, quer estejamos lendo, ou executando um ditado. Indiscutivelmente, esta simples peculiaridade já representa uma incalculável economia de tempo e de dinheiro para o aprendizado deste idioma, em comparação a qualquer outro. Sabendo-se, por exemplo, que o "a" tem o mesmo som do nosso "á", jamais iremos cometer o equívoco de interpretar que o "a" de uma palavra em esperanto possa ser lido como "â" ou "ã"; se o "s" tem o som sibilante, idêntico ao nosso "s" das palavras sapo, selo, sina, soco, suco , qualquer que seja o lugar que ele ocupe (início, fim ou meio de uma palavra ; antes ou depois de vogais ou consoantes), manterá aquele mesmo som. Exemplificando: A palavra portuguesa "missa" , corresponde, em esperanto à "meso", cuja pronúncia é "mêsso", porque o "e" tem sempre o som de "ê" e o "s", como já vimos , é sempre sibilante. Faltou apenas chamar a atenção para o fato que todas as palavras do esperanto, que possuem mais de uma silaba, são paroxítonas, o que representa outra significativa vantagem.
Passemos agora ao exemplo de uma língua cuja ortografia não é, absolutamente, fonética: o inglês. Arriscar a pronúncia correta de uma palavra desconhecida é tarefa para corajosos! Diante de uma letra "i", por exemplo, muitas vezes ficamos sem saber se devemos escolher o som do nosso "i", como em "fish" ou o som de um "ai", como em "nice". Para demonstrar como é difícil descobrir a maneira correta de pronunciar palavras inglesas que nos são desconhecidas, nada melhor do que a clássica argumentação de um fanático adepto da ortografia fonética :
" A palavra GHOUGHPHTHEIGHTTEEAU deveria ser pronunciada da mesma forma que a palavra POTATO , não acham?"
O "GH" tem o mesmo som do "P", como no final da palavra "hiccough";
O "OUGH" tem o som do "O", como em "dough";
O "PHTH" tem o som do "T", como em "phthisic";
O "EIGH" tem o som do "A", como em "neighbor";
O "TTE" tem o som do "T", como em "gazette" e
O "EAU" tem o som do "O", como em "beau".
Concluindo:
Você não acha que valeria a pena saber um pouco mais sobre a língua neutra internacional ESPERANTO? Que tal uma visita à Liga Brasileira de Esperanto , Brasília-DF, http://www.esperanto.org.br ?
Outros excelentes locais para busca de informações sobre o ESPERANTO são os seguintes:
Grupo Esperantista de Viçosa , Viçosa-MG, http://www.ufv.br/GCult/PGontijo/Esperanto.htm ;
Kultura Esperanta Centro, Goiânia-GO, http://pagina.de/kec ;
Kultura Centro de Esperanto , Campinas-SP, http://www.esperanto.cc .
Finalmente, amigo leitor,se você estiver interessado em reexaminar um ou outro dos artigos que já publicamos nesta coluna, aqui está o endereço certo: http://www.npoint.com.br/sementeira/dpartig.html